sexta-feira, 7 de março de 2008

Mulheres.


Sempre elas. Nada importa: defeitos, qualidades, virtudes, gênio. Sempre elas. Ou vocês.

O começo da vida, da multiplicação, da soma, da divisão, da potencialização.

Mulheres, de muitas cores, de muitas alturas, de muitas larguras. Sempre elas. Ou vocês.

Mulheres para serem adoradas. Mulheres para serem espiadas. Mulheres para serem adoradas. Amadas. Mulheres que fazem carícias inesquecíveis.

Mulheres de mãos pesadas, calejadas, que pegam em enxadas. Mulheres de mão sensíveis que pintam, que ornam.

Mulheres que sabem fazer. Mulheres que têm dúvidas. Mas não perguntam. Caladas seguem em dúvidas uma vida inteira.

Outras, mão sensíveis vestem jalecos e cuidam da gente, outras ajudam a nos alimentar. Inventam coisas simples. É, chegou a hora de inventar o simples, de tão perdido que ele se encontra.

Outras simplesmente bricam de esconde-esconde... Somem, custam a reaparecer mas deixam saudades enormes.

Mulheres que um dia chegaram, encheram teus dias e depois somem. Nunca mais se sabe delas. Nem gritando elas ouvem.

Mulheres que compartilham segredos com homens. Sem nunca traí-los. E outras, que gostam de trair. Mais pelas emoções de fazer do que pela essência.

Mulheres-mãe: sabem tudo sem nunca terem aprendido. Instinto? Sei lá. Sopro divino.

Mulheres-criança. Sempre molecas. Não crescem apesar do tempo. Sempre sorrindo e aprontando.

Mulheres lindas. Mulheres feias. Mas sempre elas. Ou vocês.

Mulheres que mudam o que Deus fêz. Botam mais coisas. Inventam e não ficam satisfeitas por mais que façam.

Há mulheres despojadas: são como são. Outras, querem sempre mais mesmo que não usem.

Mulheres descalças. Pela vida ou pelo gosto. Mulheres nuas mas vestidas. Encantam de qualquer jeito.

Mulheres com luz própria e mulheres que brilham com holofotes.

Andar na rua olhando mulheres: alegrias, tristezas, surpresas, desejos. Contidos, sempre.

Mulheres abandonadas. Mulheres que vivem sozinhas. Egoístas? Independentes? Inteligentes? Abandonadas?

Mulheres novas. Mulheres vividas, antigas. Mulheres que amam sem ser amadas. Mulheres que amam e são amadas.

Enfim, mulheres.

Sem dor, caladas. Sentem dor e gritam bem alto. Choram em silêncio. Fazem escândalo. Sabem olhar dissuadindo. Sabem brincar com sentimentos: delas e de outros.

Enfim, mais que tudo, obra de Deus para fazer parte da nossa vida.

Gerar nossas vidas. De mulheres ou de homens.

Mulheres para serem apreciadas, sentidas, mas nunca entendidas. São mistérios que Deus não nos permite desvendar.

Mulheres para serem cantadas. Por homens, poetas e outras.

Mulheres para serem vestidas. Outras para serem desnudas.

Sintam-se beijadas, acariciadas, respeitadas, amadas. Não só agora. Mas sempre.

13 comentários:

Luciana Macêdo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciana Macêdo disse...

Uma linda homenagem a todas nós que ocultas atrás das palavras escritas, tornamos amigas sem sermos conhecidas.
Abraço.

Laurinha disse...

...me emocionou... obrigada!

Beijinhos,

Elvira disse...

Que liiiindo...! Até fiquei emocionada. Obrigada, Carlinhos. :-)

Beijos.

Karla Maria disse...

Olha que presente lindo.
Amei.
Beijo

Li disse...

Carlinhossssssss!!!!!!
No teu post, me senti a maluca mais feliz do mundo !!!!
Beijas
Li - Mulher

Agdah disse...

Nossa!!! Quanta inspiração!!!

Anônimo disse...

nossa! que lindo!

Anônimo disse...

Carlinhos,

além de tudo você tem o dom da palavra. Obrigada pelo carinho,

Beijos,

Elemento L

Adriana disse...

Obrigada!!é como se voce tivesse confeitado um bolo de aniversário para Jesus!!

Fer Ayer disse...

Obrigada pelo carinho com todas nós...amei!!!

Anônimo disse...

Muito bacana, Carlinhos!
Saudade!
Andrea (Embaixadora)

Elaine disse...

Carlinhos, para saber um pouco mais sobre Tofu, não deixe de conferir a seção Alimento do Mês lá no Cantinho Vegetariano.

Acesse http://cantinhovegetariano.blogspot.com/2007/05/tofu.html

Um abraço e uma ótima semana!