sábado, 29 de março de 2008

Uma baguete artesanal


Eu estava aqui pensando no que escrever aqui.

A semana foi um tanto quanto complicada pelas coisas que precisei fazer fora da cozinha. Como dizem por ai, a "chapa esquentou". Mas eu consegui não me queimar.

Na realidade, nem meus pães foram feitos o que me causou um grande dilema para o café-da-manhã: comer pão de padaria ou comer cream crakers? Afinal, acabei optando pela segunda opção já que tenho encontrado uns crocantes da marca Triunfo. Quase como os "São Luiz" de antigamente...

Mas eu havia guardado um pouco de massa não usada e agora resolvi "ver no que dava". Afinal, já havia lido que antigamente, muito antigamente, o processo de fazer pão passava por este processo de aproveitar uma parte da massa do dia anterior. Dai nasceu a chamada "massa madre".

Farinha de trigo, sal, açúcar e uma pequena colher de chá de fermento natural complementaram a base desta massa. É claro que água gelada ajudou a levar ela até o ponto de "bundinha de neném".

Deixei ela descansando cobertinha por aproximadamente meia-hora.

Dividi a massa em três. Afinal queria fazer "meias-baguetes". Um pão mais fino e mais comprido. Moldados desta forma, coloquei em tabuleiro e polvilhei um pouco de trigo usando uma peneira fina. Novamente cobri com um pano de prato (não sei porque mas gosto desta forma) e deixei num cantinho meio escuro por um pouco mais de duas horas.

Peguei meu bisturi e fiz cortes antes de colocar no forno, quente, e com uma tijela de água que já borbulhava.

Ainda assim, pulverizei bem eles e forno!

Ainda abri a porta do forno duas vezes para pulverizar mais. Alguns puristas podem pensar que isto é loucura. OK, até posso concordar que contraria alguns aprendizados. Façam e tirem suas próprias conclusões.

Foi assim que cheguei a este resultado aqui...

[clique sobre a imagem para ampliar]


Ai, acabava se ser entregue pelo fornecedor oficial uma linguiças calabrezas. Bonitas, perfumadas... Então, enquando permaneciam deitados na grade, para arrefecer, cortei uma delas (das linguiças em finas rodelas, enviesadas). Coloquei-as numa frigideira em fogo médio para irem criando uma crostinha delicada enquando cuidava da cebola roxa...

Finas meias-luas iriam compor o recheio daqueles pães.

Um fio de mostarda de dijon em cada uma das "bandas" e outro de meu transmontano. Algumas rodelas da linguiça e das meias-luas de cebola fecharam meu pequeno almoço.

Estava tão cheiroso que nem deu tempo para fazer pose para as fotos... O perfume do pão recém-saído, ainda guardava um pouco do calor do forno mesclando-se aos permumes da linguiça e da cebola estava irresistível.

Pena que acabou rapidinho...



10 comentários:

Luiz Antonio disse...

Hummmmmmmmm!!!!
Que delícia ......
Bravo!!!!
Parabéns!!!!

Mariângela disse...

Carlinhos, que tentação,meu reino inteiro por esta baguete quentinha, beijo!

Agdah disse...

O que é bom acaba logo.

Fer Ayer disse...

Ficaram lindas as baguetes...assinado: a doida...risos

Adriana disse...

Pena que não deu para provar.

carlinhos de lima disse...

Pois é, gente. Fico feliz por gostarem apesar da foto ter ficado bem escura.

Estava uma delícia!!!!!!!!!!

Li disse...

Madre Mia!!!!!!!!!
Que fueme!!!!!!!!hehehe......
Beijas!
Li

Anônimo disse...

hummmm...será q posso provar?

carlinhos de lima disse...

Anônimo querido(a)... só poderás provar se eu fizer para você...

Lili disse...

Nem precisa da foto das danadas, dá pra imaginar e salivar!
abraços