domingo, 23 de novembro de 2008

Um canastra no meio da chuva


Uma aventura e tanto no meio da chuva.

Algo me disse para não ir de carro. Decidi ir de busão. SORTE!

Sai com tempo suficiente para pegar o "intervalo" e não atrapalhar a aula do Teacher & Dinner.

Mas, O Rio de Janeiro continua lindo, mesmo paradinho... A chuva avivou as nossas cores: o verde das árvores, brilhavam, o preto do asfalto (quando se via) era reluzente; todas as cores, mais vivas. E o povo, mais calmo, caminhando com água pelos joelhos. Mulheres molhadinhas qual copo de cerveja gelaaaaaaaaaaaaaaada.

As crianças, saindo das escolas igualzinho aos pintinhos lá de casa quando eu era criança.... tremendo de frio e todos molhados.

E o trânsito parado. O "menino" do carro ao lado resolveu agitar colocando um rap desses bastante irreverente... Não demorou muito o "desliga essa p***". E lá se foi o barulhão...

Mas, como sempre, os mais "aflitos" fechando cruzamentos e impedindo que os outros pudessem seguir pelo caminho livre... Mas tudo parecia festa!

Olhava pro relógio e a folga no horário ia acabando...

O tempo passando... e as águas também. MUITA! Desde 1962 não via tanta água em tão pouco tempo.

Chegamos à Lapa. Tudo parado. TODOS os cruzamentos fechados pois ninguém se movia. TODOS os horários perdidos.

Não dava nem para ficar aborrecido: nada a fazer a não ser esperar. Alguém deveria se mover para que o resto pudesse - ao som das irritantes buzinas - andar.

Conseguimos romper a barreira dali e finalmente sentir o "vento na cara". Rumamos em direção ao nosso objetivo. Em todos os pontos de ônibus a partir dali - já com garoa-paulista - um mar de gente (era hora da saída do trabalho). LOTOU!

Andamos e pude, finalmente depois de 3h40 minutos romper um percurso de apenas 40 minutos... Claro que o "segundo-tempo" já havia começado.

Uma senha "o contrabando" permitiu que eu chegasse à porta principal...

Eu quero apenas entregar essas duas muambas que tenho e pegar outra. Você leva, por favor, esta da chef e avise a DRI que estou aqui...

Mais um pouquinho e desce a DRI dizendo que não levou a bolsa com as muambas dos cariocas...

- Caramba, pensei eu... Mas recebi o endereço de onde ele estava e voltei por baixo da terra para fugir da chuva e da confusão que havia sobre ela.

Bem, pude dois dias depois, encontrar meu queijo Canastra.

Depois disso, é claro que a idéia não era utilizar ele para outra coisa a não ser comer dia-a-dia fatias e sentir, com o passar do tempo a sua maturação e a diferença de sabores variando desde o muito ácido na primeira fatia até o mais suave, na última que ele poderia me dar. A textura mais densa, mais complexa.

Mas fui cobrado de dar-lhe uma outra aplicação.

Como não podia desapontar as pessoas que pediram aproveitei a "onda abóbora" e preparei um nhoque de abóbora.

Precisei de 250g de purê de abóbora sergipana (ela foi ao forno para assar, com casca), uma xícara de farinha de trigo e uma gema. Todos misturados. Depois, colocados sobre uma superfície de trabalho, enfarinhada, fiz rolinhos e cortei os nhoques.

Em uma panela com água salgada fervente, eles foram colocados a cozer até subirem à superfície.

Colocados no centro do prato, receberam um purê de tomates de verdade (feito com tomates Débora sem casca e sem sementes e cozidos em baixíssima temperatura) e por cima o Canastra ralado.

Assim ficou:

[clique sobre a imagem para ampliar]


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5 comentários:

Anônimo disse...

snift...snift...esqueci mesmo!!!!!!!!!!!!!sorry!!!
mas depois desta receita...vou ate levar mais 1 pra vc esta semana..so que mais fresco pra vc mesmo deixar ele curar...bjks DRI ( A ESQUECIDA)

Ana de Bruxelas disse...

Mestre Carlinhooos,
amei e vou tentar fazer!!!

Dri,
tem delivery para Bruxelas? ;-)))

VIVA!!!

Bisous,

Nádia Lamas disse...

Já vi que vc é figurinha fácil lá na casinha laranja do JB... esse queijo da serra da Canastra é realmente qualquer coisa! E nhoque de abóbora é tudo! bjs

Pedro Botelho disse...

parabens Carlinhos ,

este nhoque já está nos planos da minha próxima folga em Fortaleza...pensei em fazer um ragu de charque para acompanhar e queijo coalho ralado ...acho que dá liga...rsrs
abraços
Pedro Rui

carlinhos de lima disse...

É possível.
Tente ai e me conte como ficou.
Use algum queijo "regional". Isso é que acaba sendo legal já que vc vai usar o cherque. Quem sabe uma carne de sol do Rio Grande no Norte?